
Como você que acompanha o com!pensar já sabe, no dia 09/03 está programado para estrear nos cinemas do Brasil a adaptação para cinema de uma das mais aclamadas séries de histórias em quadrinhos de todos os tempos: Watchmen. A pendenga judicial que havia entre a Warner e a Fox já foi resolvida e nada indica que haverá algum atraso.
Se você gosta e acompanha e entende um pouco de HQs, já deve saber do que se trata a série dos "homens relógio (ou observadores)". Se não
Contextualização
Abaixo, o pai da criatura, Alan Moore, via Antigravidade

Lançada em 12 capítulos mensais - nada mais, nada menos, e só - não demorou muito para a série atingir o status de obra prima. Ela contava a história de super-heróis de uma perspectiva mundana, quase realista, e não fantasiosa (embora eles usassem fantas... quero dizer, uniformes), como ainda são a maioria dos gibis de sucesso. Com exceção do dr. Manhatan, os heróis eram pessoas comuns, a exemplo de um certo Cavaleiro das Trevas. Aliás, um deles, o Coruja, era claramente inspirado em Batman.
A história tinha como influência a Guerra Fria, e no frigir dos ovos acabava por fazer uma crítica à política, às pessoas e, também, às próprias histórias de super-heróis. Aqui vai um parêntese para avisar que não posso contar muito da história, já que há um certo suspense/surpresa quanto ao final. Se quiser saber, leia a HQ ou assista ao filme.
Com Watchmen os heróis deixaram de vez a perfeição. Todos tinham suas virtudes, mas também tinham muitos defeitos: mulherengos, fumantes, perturbados mentais, megalomaníacos, inseguros e por aí vai. A série também não era só quadrinhos. Em cada edição havia textos que ajudavam o leitor a entender o que estava acontecendo. Mas não textos didáticos. Textos jornalísticos, na forma de matérias de jornais, ou textos acadêmicos, na forma de artigos ou livros. Havia ainda uma sub-história, que aparentemente nada tinha a ver com a história principal, mas que também a complementa (ou será que não?).
Grandes Influências

De verdade, Watchmen não é uma leitura fácil. Não é como pegar o último gibi do Homem-Aranha e destrinchá-lo em uma ida ao banheiro. É necessário tempo, pra ler e pra assimilar. Mas, ao final, ter-se-á apreciado uma obra que ainda hoje influencia a cultura pop. Só para citar 3 bons exemplos: a série Marvels, editada pela Marvel em 1994, a série Guerra Civil, lançada pela mesma editora em 2008, e a série de TV Heroes, cuja primeira temporada, em 2006 nos EUA, é, vamos dizer assim, uma "homenagem" à obra-prima de Alan Moore.
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